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Capítulo 15 — A noite em que encontrei a mulher que eu fui

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O sono que não era sono

3 min · 92%

01 · O SONO QUE NÃO ERA SONO

Naquela noite, eu não dormi. Pelo menos não da maneira como conhecemos o sono. Foi como se minha consciência fosse conduzida para um lugar onde o corpo já não importava.

Nos sonhos, nossa mente cria histórias. Naquilo... eu apenas assistia. Meu corpo permanecia imóvel sobre a cama, mas minha consciência deslizava lentamente por um espaço onde não existiam paredes, teto ou chão.

Existia apenas um silêncio absoluto. Um silêncio tão profundo que parecia produzir som. Abri os olhos. Ou imaginei abri-los. Não reconhecia aquele lugar.

Uma névoa acinzentada movia-se lentamente ao meu redor, respirando como um organismo vivo. Ali não havia direção. Não existia tempo. Era como estar entre dois mundos.

Então a névoa começou a desaparecer. A escuridão tomou seu lugar. Pouco a pouco, uma luz opaca desenhou uma antiga paisagem diante de mim.

Como esse episódio fez você se sentir?