A autora
Quem é A.L. Martin
Uma breve jornada — em palavras simples — de quem caminhou até este livro.
Como nasceu o olhar que escreveu este livro
Nem sempre fui escritora.
Antes das palavras, existia a observadora.
O olhar que aprendeu a observar
Cresci cercada por histórias simples, mas carregadas de significado. Entre conversas de família, quintais, ervas cultivadas com cuidado e pessoas comuns vivendo suas alegrias e desafios, aprendi algo que me acompanha até hoje: toda pessoa carrega uma história que merece ser escutada.
O olhar que buscava respostas
Enquanto muitas pessoas se contentavam com as respostas prontas, eu me interessava pelas perguntas. Sempre quis compreender o que existe por trás dos comportamentos, das escolhas, dos silêncios e dos encontros que moldam uma vida.
O olhar que conheceu a dor
A vida, como faz com todos nós, apresentou seus próprios capítulos de perdas, medos, despedidas e recomeços. Houve momentos em que tudo parecia fazer sentido e outros em que as certezas desapareceram completamente. Foi nesses períodos que descobri que crescer nem sempre é encontrar respostas, mas aprender a conviver com as perguntas.
O olhar que decidiu escutar
Ao longo da caminhada, compreendi que algumas respostas não estão fora de nós. Estão escondidas nas conversas sinceras, nas pausas, nas experiências que nos transformam e na coragem de olhar para dentro.
Foi assim que nasceu meu interesse pelas histórias humanas, pela espiritualidade, pelo autoconhecimento e pela busca de significado.
O olhar que escreveu este livro
Sob o Olhar Dela nasceu da união de tudo isso.
Das perguntas que fiz.
Das histórias que ouvi.
Das dores que atravessei.
Dos encontros que transformaram minha maneira de enxergar a vida.
Suan é uma personagem fictícia, mas as emoções, dúvidas e reflexões que ela vive pertencem a muitas pessoas — inclusive a mim.
Não escrevi este livro porque encontrei todas as respostas.
Escrevi porque descobri que talvez o mais importante seja continuar fazendo as perguntas certas.
E, se em algum momento desta jornada você se reconhecer em uma página, em uma frase ou em um silêncio, talvez nossos caminhos tenham se encontrado antes mesmo deste livro existir.
Com carinho,
A.L. Martin
Carta da autora
Escrever este livro foi muito diferente de escrever uma história.
Foi compreender a minha.
Durante muitos anos, procurei entender por que permanecer viva, quando, em alguns momentos, tudo dentro de mim era apenas dor.
Hoje, dentro daquilo em que acredito, compreendo que a vida nunca começa em um único nascimento, nem termina em uma única despedida. Somos muito mais do que uma existência. Somos uma alma em constante aprendizado, recebendo, a cada nova oportunidade, a chance de compreender aquilo que um dia ainda não fomos capazes de amar.
Talvez seja por isso que Suan tenha surgido.
Ou talvez ela sempre tenha existido.
Enquanto escrevia, percebi que não estava imaginando sua dor. Eu a reconhecia.
Não porque vivemos a mesma história.
Mas porque, no íntimo da minha fé, acredito que somos a continuidade da mesma alma.
Este livro não foi escrito para convencer ninguém sobre a minha maneira de enxergar a espiritualidade.
Foi escrito porque, pela primeira vez, consegui olhar para a dor sem desejar fugir dela.
Compreendi que aquilo que tantas vezes interpretei como vontade de morrer era, na verdade, uma profunda dificuldade de compreender o sentido de viver.
Hoje não escrevo para a Suan.
Escrevo por ela.
E escrevo graças a ela.
Porque hoje sou a consequência da transformação daquela alma.
Se este livro fez você olhar para a própria vida com mais compaixão, então ele encontrou o seu verdadeiro propósito.
Com carinho,
Ana Léa Martin
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